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Qual a melhor forma de iluminar piscinas? Entenda

O sistema depende dos projetos de iluminação, de instalações elétricas e de arquitetura. As tecnologias mais comuns atualmente são LED e fibra ótica. 

 

iluminação de piscinas

O projeto de iluminação de piscinas deve seguir as especificações da NBR 5410 (foto: Timofeev Vladimir/shutterstock)

projeto luminotécnico de piscinas considera, em primeiro lugar, o perfil de empreendimento onde ela será instalada, se em residência, condomínio residencial ou clube, por exemplo. Essa informação permite ao light designer entender o tipo de uso e manutenção que o equipamento receberá.

“Além disso, é essencial a análise inicial do partido do projeto e orientações dos arquitetos e do cliente, para traçar os parâmetros do projeto de iluminação”, afirma a arquiteta Letícia Mariotto, sócia da Lit Arquitetura de Iluminação e diretora financeira da AsBAI (Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação).

É essencial a análise inicial do partido do projeto e orientações dos arquitetos e do cliente, para traçar os parâmetros do projeto de iluminação

Letícia Mariotto

O passo seguinte envolve a avaliação dos aspectos formais e técnicos, que vão da forma ao posicionamento da piscina no terreno, até os revestimentos que serão empregados e o entorno. Completam o check list, a análise do orçamento previsto, limitações técnicas, segurança, atendimento a normas técnicas e manutenção.

TECNOLOGIAS PARA ILUMINAÇÃO DE PISCINAS

Letícia Mariotto conta que, durante muitos anos, as principais tecnologias para iluminação subaquática e de piscinas foram os refletores para lâmpadas bi-iodo, ou mesmo halógenas refletoras de baixa tensão, como dicroicas. “Hoje, essas tecnologias praticamente não são mais usadas. Foram substituídas pelos projetores que têm o LED em baixa tensão com driver remoto”, diz.

Mesmo antes do aparecimento dos LEDs de alto fluxo luminoso, a fibra ótica sempre foi uma solução desejável para piscinas por sua segurança e manutenção. “Porque a fonte luminosa – que pode ser LED, ou vapor metálico e halógena, como antes – fica em local seco, distante e protegido, podendo também ficar dentro da casa de máquinas. No interior da piscina são instalados apenas os terminais do feixe de fibras que conduzem a luz, uma lente e um anel de fixação. Nesse sistema, nenhuma instalação elétrica é feita dentro d’água e qualquer manutenção será feita no local da fonte luminosa”, esclarece a arquiteta.

O engenheiro Renato Lameza, diretor da DLameza Consultoria, ressalta que a preferência pela tecnologia LED em piscinas se deve à sua vida útil superior à das lâmpadas convencionais e à ótima compatibilidade com sistemas de automação. Ele considera a fibra ótica também como opção, hoje frequente em piscinas de residências de alto padrão, clubes e hotéis. “A fibra ótica é constituída por cabos de material polimérico, flexíveis e condutores de luz, que podem emitir luz em sua extremidade, como uma fonte pontual ou por todo o seu perímetro. A alimentação pode ser em 220V ou 127V, através de uma lâmpada halógena, que possui vida média de 6000 horas, instalada em uma das pontas do cabo óptico”, detalha.

A fibra ótica é constituída por cabos de material polimérico, flexíveis e condutores de luz, que podem emitir luz em sua extremidade, como uma fonte pontual ou por todo o seu perímetro

Renato Lameza

De acordo com ele, é possível, e até recomendável, a automação desses sistemas de iluminação, que podem proporcionar diversas cenas, integrando a iluminação da piscina com a dos demais ambientes ao redor. Já a arquiteta comenta que a automação possibilita tanto a alteração de intensidade, mudança de cor ou temperatura de cor, quanto a definição de horários de acendimento. “Cada vez mais, os sistemas de automação são simples e acessíveis, podendo ser feitos até através do próprio telefone celular”, diz Mariotto.

SEGURANÇA

Cabe aos projetos de iluminação, de instalações elétricas e de arquitetura definir soluções que garantam a segurança dos usuários, a durabilidade e as condições de manutenção dos componentes eletrônicos, no caso do LED. “E, também, do sistema completo de iluminação, seja qual for a solução adotada”, lembra a arquiteta. A obra deve respeitar as definições e especificações desses projetos, norteados pela NBR 5410, que estabelece condições de instalações de baixa tensão, a fim de garantir a segurança dos ocupantes do ambiente e o funcionamento do sistema. Nela, há um capítulo específico sobre piscinas.

Segundo o engenheiro, a NBR 5410 determina que a alimentação dos equipamentos que compõem o sistema de iluminação da piscina e a iluminação subaquática deve ser de extra baixa tensão separada (em inglês, SELV – separated extra-low voltage). “Ou seja, as luminárias podem ser conectadas apenas com tensão não superior a 12V em corrente alternada, ou em 30V em corrente contínua. Como a tensão nas residências e clubes é normalmente 127V ou 220V, requer o uso de transformador que reduz a tensão para 12V”, explica. No caso de luminárias LED, é comum a utilização de drivers, que fazem o mesmo papel de um transformador.

A segurança dos usuários das piscinas conta ainda com a obrigatória utilização de dispositivo DR, com corrente diferencial residual nominal não superior a 30mA. Em caso de utilização de fibra ótica, por não conduzir energia elétrica, e somente conduzir a luz, não há risco de choque elétrico. O engenheiro acrescenta que a central de controle de iluminação subaquática normalmente fica na casa de máquinas da piscina, ou em um quadro de automação – se esse for o caso, dentro da residência. Os equipamentos do sistema devem ficar preferencialmente em locais cobertos e de acesso restrito ao pessoal habilitado para manuseio do sistema.

Para garantir a segurança e a durabilidade dos componentes, ele recomenda a aquisição de equipamentos de marcas conhecidas e consolidadas no mercado, que seguem as normas técnicas brasileiras e internacionais pertinentes à fabricação desses componentes. A durabilidade dos componentes depende da sua frequência e modos de utilização, além da manutenção preventiva adequada.

PROJETOS NOVOS OU EXISTENTES

Ambos os profissionais concordam que é mais complexa a instalação de sistema luminotécnico em piscinas existentes. Letícia Mariotto aponta que não pode haver comprometimento da impermeabilização nem da estrutura da piscina. O engenheiro corrobora, dizendo que problemas estruturais vão impedir a instalação dos eletrodutos e cabos. Além disso, pode faltar espaço físico para acomodação dos equipamentos do sistema na casa de máquinas e para manutenção do sistema.

Ainda assim, há algumas soluções de iluminação para essas piscinas. “Como modelos que aproveitam nichos existentes ou mesmo dispositivos de aspiração”, diz a arquiteta. É, também, possível instalar sistemas de fibra ótica sidelight, para definir o perímetro da piscina, mas não com o objetivo de iluminar sua cavidade. Outra opção são luminárias flutuantes e decorativas.

“Numa piscina nova a ser construída, todo o sistema pode ser projetado e executado para atender à solução adotada”, completa ela. Segundo Lameza, na fase de projeto é possível conceber o local da casa de máquinas e a central de automação em lugares adequados e conforme as normas técnicas e de segurança.

“Todo projeto de iluminação tem melhor resultado quando desenvolvido desde o início, em conjunto com o arquiteto. Seja pelo atendimento de expectativas, como para soluções mais integradas e com melhor compatibilização”, conclui a arquiteta.



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