Identifique-se  
Categoria:
  


Dicas

Os requisitos para os revestimentos cerâmicos de fachadas e paredes

NBR 13755 de 11/2017: a qualidade dos revestimentos cerâmicos de fachadas e paredes

A NBR 13755 de 11/2017 - Revestimentos cerâmicos de fachadas e paredes externas com utilização de argamassa colante - Projeto, execução, inspeção e aceitação - Procedimento estabelece as condições exigíveis para projeto, execução, inspeção e aceitação de revestimentos de paredes externas e fachadas com placas cerâmicas ou pastilhas assentadas com argamassa colante. Aplica-se a paredes constituídas pelos materiais relacionados a seguir e revestidas com chapisco seguido de uma ou múltiplas camadas de argamassa (figura): concreto moldado in loco; concreto pré-moldado; alvenaria de tijolos maciços; alvenaria de blocos cerâmicos; alvenaria de blocos de concreto; alvenaria de blocos de concreto celular; e alvenaria de blocos sílico-calcáreos. Os revestimentos cerâmicos que não são contemplados neste escopo podem utilizar a NBR 15575 como orientação para avaliação de desempenho, mesmo quando não aplicados em edificações habitacionais. Não se aplica a revestimentos já existentes, ou seja, aqueles sob análise após a conclusão da obra, pois necessitam de detalhamento específico de acordo com sua idade e condições atuais de desempenho.


Clique na imagem acima para uma melhor visualização

Esta edição da NBR 13755 foi completamente reformulada em relação à de 1996, tanto em termos de conteúdo como de abordagem. Foi consenso do comitê de revisão que este texto deveria possuir um caráter orientativo, semelhante a um guia, onde o leitor pudesse encontrar informações e conhecimento para sanar suas dúvidas e tomar decisões frente à enorme variabilidade dos projetos de revestimento.

Esta postura tornou o texto mais agradável de ler, mais acessível e ao mesmo tempo com maior espectro de aplicação, uma vez que é inviável contemplar todos os casos existentes em uma única norma. Outros aspectos importantes e consagrados no meio técnico encontram-se alocados no texto de forma prescritiva, limitando soluções reconhecidamente de maior risco. Por exemplo, a execução do painel teste foi padronizada, dado que representa valiosa fonte de informações para a confecção do projeto.

Ao mesmo tempo, o projeto precisa declarar quais variáveis foram levadas em consideração, motivo pelo qual uma lista mínima é requerida e deve ser explicitada por escrito. Foram também criados mais três anexos relevantes, um normativo e dois informativos. O Anexo B (normativo) contempla o ensaio de resistência superficial, há anos solicitado pelo meio técnico e já extensivamente utilizado nas obras.

O Anexo C (informativo) trata de explicações detalhadas da teoria das juntas de movimentação, onde o leitor pode encontrar as informações que embasaram o item sobre juntas no corpo do texto, inclusive sobre as juntas estruturais. Por fim, o Anexo D (informativo) apresenta algumas sugestões sobre técnicas de preparo da base com o objetivo de melhorar a aderência dos revestimentos.

O texto foi montado de forma que os projetos resultantes apresentem certa homogeneidade e possam ser comparados e compilados no futuro, o que proporcionará a evolução do conhecimento técnico, aumento da vida útil das fachadas cerâmicas e a elaboração de uma nova versão deste texto, paulatinamente mais precisa e completa. O recebimento de todos os insumos deve ser planejado de modo a minimizar o manuseio no canteiro de obras. Cada material deve ser armazenado segundo seu tipo (respeitando exigências ergonômicas) em locais secos, limpos, cobertos, sem contato com o piso, devidamente identificados e com controle de acesso. O cimento utilizado deve estar de acordo com as normas brasileiras específicas. Os agregados devem estar conforme a NBR 7211. A água potável de abastecimento público é adequada para uso como água de amassamento. Maiores detalhes podem ser encontrados na NBR 15900-1.

Tanto o chapisco como a argamassa para emboço podem ser industrializados ou preparados em obra. Manuseio, preparo e requisitos dos produtos devem estar de acordo com as prescrições da NBR 7200 e NBR 13281. As argamassas cimentícias para rejuntamento devem estar de acordo ou superar as prescrições da NBR 14992. Caso sejam utilizados outros produtos, como misturas preparadas em obra, argamassas cimentícias aditivadas (bicomponentes) ou argamassas não cimentícias, as respectivas especificações devem constar no projeto de revestimento de fachada (PRF).

Os rejuntes cimentícios, embora tenham a capacidade de atenuar a penetração de água, não são impermeáveis; assim, quando juntas impermeáveis são necessárias, outros tipos de produtos devem ser considerados, desde que compatíveis com o local de aplicação. Ainda assim, os revestimentos cerâmicos com placas e rejuntes impermeáveis não podem ser considerados sistemas de acabamento impermeável.

A argamassa colante deve estar em conformidade com a NBR 14081-1, quando aplicável, e deve estar indicada em projeto em todos os casos. O termo argamassa colante engloba não somente os produtos descritos pela NBR 14081-1, mas contempla também produtos cimentícios bicomponentes ou mesmo produtos não cimentícios. Para os produtos não contemplados pela NBR 14081-1, como os bicomponentes ou não cimentícios, as propriedades específicas devem estar indicadas em projeto desde que não inferiores às mencionadas nesta subseção.

Para o assentamento de placas cerâmicas ou pastilhas, a argamassa deve ser, no mínimo, do tipo AC III. Exceções, que permitam o uso de produtos tipo AC II, devem estar indicadas em projeto e apenas podem ser utilizadas em edifícios de altura total (computada do nível do solo ao ponto mais alto do sistema estrutural) de no máximo 15 m.

As placas cerâmicas devem atender às NBR 13818 e ABNT NBR 15463 (para porcelanatos) e devem apresentar absorção máxima de 6 %. Para regiões onde a temperatura atinja 0 °C, a absorção máxima não pode ser superior a 3 %. Também devem estar secas por ocasião do seu assentamento e a EPU (expansão por umidade), como especificado na NBR 13818:1997, Anexo J, deve ser indicada em projeto e estar limitada ao valor máximo de 0,6 mm/m.

Em casos específicos, a EPU de 0,6mm/m pode ser excessiva; então, recomenda-se o uso de placas com valores inferiores. Devem estar armazenadas na obra por lote, tonalidade, acabamento, etc., de acordo com o especificado nas embalagens e não podem apresentar engobe de muratura pulverulento em quantidade superior a 30 % (a avaliação da quantidade deve ser feita visualmente) da área do tardoz da placa.

As pastilhas devem atender aos mesmos itens indicados para placas cerâmicas (quando aplicáveis) e, além disso, caso sejam montadas em placas com auxílio de malhas, telas, pontos de cola ou outro processo que as mantenha unidas pelo tardoz, estes produtos não podem comprometer o desempenho da argamassa colante e argamassa para rejuntamento. Podem ser incorporadas ao chapisco, emboço, rejunte ou à argamassa colante para aumentar o desempenho destes materiais em alguns requisitos, como, por exemplo aderência, capacidade de deformação, impermeabilidade, etc.

O emprego destes produtos deve respeitar as especificações de uso do fabricante do rejunte ou argamassa colante, tanto em termos de tipo de aditivo como em quantidade adicionada. O desempenho final da argamassa não pode ser inferior aos requisitos mínimos do produto puro quando avaliado segundo sua norma específica. Na vedação das juntas de movimentação devem ser empregados selantes elastoméricos e as recomendações do fabricante devem ser estritamente seguidas, uma vez que suas propriedades podem variar significativamente.

Cuidados devem ser tomados, entretanto, com juntas estruturais, pois seu movimento previsto aliado à sua largura pode ultrapassar os limites de trabalho mesmo dos selantes de alta capacidade de movimento, culminando com a deterioração precoce da junta. Na etapa de aplicação, os selantes devem ser capazes de acomodar pequenas variações dimensionais toleradas em projeto; devem apresentar comportamento adequado para aplicações verticais, sem escorrimentos; devem apresentar tempo adequado de trabalhabilidade, secagem e cura (polimerização) em função das condições de utilização.

Além disto, os selantes devem apresentar uma série de propriedades que lhes garantam bom desempenho pelo tempo previsto em projeto, não sendo este menor que cinco anos. Devem ser impermeáveis à passagem de fluidos e apresentar resistência aos agentes químicos, intempéries, ação ultravioleta, temperatura, maresia (se necessário) e a demais agentes deletérios a que podem estar expostos.

Devem se manter íntegros, elásticos e coesos, sem perder a capacidade de absorver deformações; não podem causar manchas no emboço ou nas placas por exsudação de produtos químicos, como solventes e plastificantes; não podem formar gases e ondulações na superfície provenientes de materiais voláteis em sua composição; devem absorver as deformações cíclicas de contração e expansão previstas no projeto da junta sem se romper, fissurar ou perder aderência; e não podem induzir esforços deletérios nas bordas da junta.

Em caso de dúvida sobre a qualidade dos selantes, esta deve ser avaliada por laboratório especializado. A NBR 5674 apresenta diretrizes para a manutenção das fachadas com vistas a manter seu desempenho e vida útil. Alguns requisitos de desempenho dos selantes podem ser avaliados segundo a ISO 11600. Antes do início do assentamento das placas, o projeto de revestimento de fachada deve estar concluído e as equipes de obra – produção, controle e apoio logístico (almoxarifado, transporte) devem estar treinadas em todos os detalhes técnicos e estéticos envolvidos na produção.

A logística de execução e controle para aceitação do revestimento cerâmico deve estar acordada entre os envolvidos e as planilhas de verificação de serviços devem estar disponíveis. As equipes de inspeção e produção devem estar cientes dos detalhes do processo de aceitação: o que será inspecionado, como e quando, bem como as soluções a serem adotadas em caso de não conformidades.

Além da disponibilidade de equipamentos, materiais e ferramentas em quantidade suficiente e com a qualidade adequada. Uma vez que o revestimento de argamassa é afetado diretamente pelo comportamento da base, não convém que sua execução seja iniciada antes que a estrutura-suporte já esteja solicitada pelo seu peso próprio e sobrecarga de todas as alvenarias, prevenindo-se assim tensões advindas da deformação imediata, parte da deformação lenta, recalque admissível das fundações e retração das argamassas utilizadas nas alvenarias.

Dentro do contexto geral do sistema de revestimento de fachada, é apresentada na figura abaixo uma sugestão das etapas a serem seguidas no processo de assentamento, sendo estas uma sequência de subidas e descidas consecutivas dos serviços.


Clique na imagem acima para uma melhor visualização

Após a finalização das camadas de argamassa, o assentamento das placas cerâmicas na fachada pode ser realizado de maneiras diversas, como por exemplo da cobertura ao térreo do prédio em uma visão geral do processo de assentamento; entretanto, cada pavimento, de baixo para cima; do térreo para a cobertura (pouco usual). O assentamento das placas cerâmicas só pode ocorrer após um período mínimo de 14 dias de cura do emboço.

No caso da ocorrência de chuvas, o assentamento pode ser executado desde que o emboço esteja na condição saturado superfície seca. Na fase de subida da etapa 2 pode ser executada uma primeira cheia de argamassa; porém, a verificação da qualidade do chapisco pode ser comprometida. Caso o emboço seja executado apenas na fase de descida e o mapeamento denuncie locais com espessura excessiva, especial atenção deve ser dedicada ao posicionamento de reforços.

FONTE: Equipe Target



Voltar

Veja outras dicas:

Li-Ion ou Li-Po? Conheça as diferenças dos tipos de bateria de celular
MOBILIDADE ELÉTRICA
Qual a melhor forma de iluminar piscinas? Entenda
Por que é tão importante fazer o levantamento topográfico de um terreno?
Você sabe o que é aterramento?
PAINEIS SOLARES FOTOVOLTAICOS
Como e identificar e escolher uma bateria 18650 original
Saiba quando a tarifa branca pode ser uma opção boa para o bolso
Como saber se o seu celular é compatível com o 4G do Brasil
Resolução de problemas de Wi-Fi: Velocidades Lentas
O que é a Demanda Contratada de Energia?
O que ainda é preciso para despertar o morador para a Automação Residencial?
SISTEMA CONECTADO À REDE ELÉTRICA - ON GRID
Energia Reativa Excedente: Como Solucionar
Tarifa Branca e Bandeiras Tarifárias Saiba Mais....
RGE explica o que é a Tarifa Branca nas contas de energia elétrica
PINAGEM RJ45 (WIRE MAP)
MEDINDO O SINAL DE REDE WIRELESS
PINAGEM RJ45 (WIRE MAP)
10 MOTIVOS PARA INVESTIR EM UM SISTEMA DE ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
O QUE É ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA
QUERO INSTALAR UM SISTEMA FOTOVOLTAICO EM MINHA CASA. COMO FAÇO?
RÁDIO ENLACE??? DUVIDAS FREQUENTES???
LUMINOTÉCNICA ESTUDO E APLICAÇÕES
AFINAL, VALE A PENA INVESTIR EM ENERGIA SOLAR?
AFINAL, COMO INSTALAR REFLETOR LED?
COMO DESCOBRIR SE SEU CELULAR ESTÁ REGULARIZADO NA ANATEL
NR 10 – SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES E SERVIÇOS EM ELETRICIDADE
TEORIA DE RÁDIO E CÁLCULO DE ENLACE
ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA: VANTAGENS E DESVANTAGES
O meu telefone funcionará?
Função de cabos da Categoria 8 em Ethernet de 25 G e 40 G de centro de dados
CRIMPAGEM DE CABOS (UTP/STP)
REDES WILESS: ENTENDENDO O PADRÃO 802.11n
.BIN File Extension
Material elétrico Ex (à prova de explosão e segurança aumentada)
O que é um Firewall?
Geração de Imagens Térmicas Na Fábrica
Classificação das pilhas em função do tamanho
Baterias Ions de Litio
USO DE SISTEMAS AUTOMATIZADOS PARA OTIMIZAR A CAPTAÇÃO DE ENERGIA EM PAINÉIS SOLARES
Qual a diferença entre curso técnico e tecnólogo?
Painéis Solares
Grau de Proteção IP (Tabela de Classes - Norma DIN 40050)International Protection
Frequências de 3G no Brasil
Dispositivos DR
Quantos cabos UTP cabem no eletroduto?
História da Energia Elétrica - RS (1ª Parte)
História da Energia Elétrica - RS
História da Energia Elétrica - RS
História da Energia Elétrica - RS
UnRoot Samsung i9100 Root Galaxy S2 com Android 4.0.3 ICS XXLPQ Firmware
[Galaxy SII] Android atualizado para a versão 4.0.3 + Launcher ICS
Qual é a operadora do celular com este número?
5 dicas para elaborar um plano de negócios
Atingindo os picos da incompetência – o Princípio de Peter
Sete coisas legais no Windows® 7
Mundo Financeiro - O Olhar de um Gestor
Ensine sua família a calcular o consumo de energia
Descargas atmosféricas e seus riscos
SÍNDICO & PÁRA-RAIOS
Quatro coisas que podem deixar sua conexão de rede mais rápida
Comparativo Windows 32 bits versus 64 bits
ENTENDA A TV DIGITAL
USANDO A REDE ELÉTRICA PARA ACESSO A INTERNET
ENTENDA O QUE SÃO VIRUS, VERMES E CAVALOS DE TRÓIA
CINCO MODOS FÁCEIS DE ACELERAR O COMPUTADOR
7 MODOS DE COMBATER INTERRUPÇÕES NO TRABALHO
OITO DICAS PARA E-MAILS MAIS EFICIENTES
COMO DESENVOLVER UM PLANO DE MANUTENÇÃO PARA PC'S
OITO DISCAS PARA E-MAILS MAIS EFICIENTES
TENHA UMA SEGUNDA CHANCE QUANDO O SEU PC TRAVAR
NOVAS TECNOLOGIAS DE REDES SEM-FIO (WIRELESS)
Cuide para o PC não virar um robô
Conheça as perigosas redes de PCs robôs
Notebook HP - Compreender o protocolo sem fio Bluetooth no
ACELER E VÁ MAIS LONGE COM WIRELESS-N
INIMIGOS DE PESO EM REDES WIRELESS
OITO MANEIRAS DE USAR MELHOR ARQUIVOS EM E-MAIL
DICAS SIMPLES PARA SUA IMPRESSOR FUNCIONAR MELHOR
AS SETE REGRAS DO GATEKEEPING DE REDE
COMO EVITAR RISCOS NAS TEMPESTADES ?
COMO USAR RECURSOS DE SINCRONIZAÇÃO DE UM POCKET PC ?
COMO SE CONECTAR À REDE LOCAL VIA VPN ?
COMO USAR O ACESSO SEM FIO WAN ?
COMO USAR O ACESSO Wi-Fi À INTERNET ?
COMO DESATIVAR UM CELULAR ROUBADO?
7 DICAS SIMPLES PARA A BATERIA DO NOTEBOOK DURAR MAIS
COMO ECONOMIZAR ENERGIA ELÉTRICA (FERRO ELÉTRICO)
COMO ECONOMIZAR ENERGIA ELÉTRICA (MÁQUINA DE LAVAR LOUÇA)
COMO ECONOMIZAR ENERGIA ELÉTRICA (MÁQUINA DE LAVAR ROUPA)
COMO ECONOMIZAR ENERGIA ELÉTRICA (TELEVISOR)
COMO ECONOMIZAR ENERGIA ELÉTRICA (GELADEIRA)
COMO ECONOMIZAR ENERGIA ELÉTRICA (LÂMPADAS)
COMO ECONOMIZAR ENERGIA ELÉTRICA (TORNEIRA ELÉTRICA)
COMO ECONOMIZAR ENERGIA ELÉTRICA (AR-CONDICIONADO)
COMO ECONOMIZAR ENERGIA ELÉTRICA (CHUVEIRO ELÉTRICO)
COMO FAZER USO EFICIENTE DE ENERGIA
DICAS DE ECONOMIA NO CONSUMO
INSTALAÇÃO E CONSUMO
Todos os direitos reservados a Força e Luz Engenharia®